quarta-feira, 21 de agosto de 2013
A melhor coisa que podia ter acontecido
Você foi roubado de mim.
Mas eu tô pra te dizer que essa foi a melhor coisa que podia ter acontecido na minha vida.
Sim, pelo menos, até então.
Porque depois de ver você ir sem se quer poder lutar contra isso,
(eu não tinha armas, não tinha força, não tinha argumento para te manter aqui, comigo).
Depois da dor de ver ela te levar com tão pouco.
Me senti obrigada a sacudir a poeira e voilà, ir em frente!
Em frente e adiante, muito adiante.
Foram vocês, os dois. É garota, você também.
Que despertou a vontade e coragem de ser maior que o mundo.
De ser boa no que faço e fazer tudo o que posso e também o que nunca pensei que poderia.
Mesmo sem saber, foi você quem deu forças pra eu aparecer frente aos seus olhos e me tornar alguém que você nunca imaginou que pudesse ter.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Noite de chuva
"Me dá a mão e vem comigo,
Apaga a luz e vem comigo,
Correr pelo céu nas estrelas tocar"
Toquei nas estrelas ao aceitar teus dedos
Corri lento entre nuvens de algodão ao abraçar o seu coração
O teu perfume dormiu comigo, ainda estava na minha mão.
Eu ainda não compreendi,
Mas enquanto nossos lábios se tocavam, algo maior acontecia.
Toda aquela chuva consentia.
E sei que nada disso foi em vão.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
O Frio Atrás da Porta
É tão frio atrás da porta.
- Que porta?
Toda a porta.
Toda porta esconde algo frio. Algo frio dentro de alguém, que atrás dela se esconde. Ou algo frio que ela fecha e guarda, e veda, pra não deixar escapar.
A porta esconde algo frio até que alguém abra sem bater, sem dar tempo de trancar.
E assim, faça o frio se espalhar.
É tão frio atrás da porta.
- Mas um dia alguém invade. E faz o frio esquentar.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Saudade tem cheiro de pipoca doce
Pelo menos foi esse o aroma que eu senti em uma das últimas vezes em que passei por aquelas vielas de paralelepípedo entre os prédios. Onde o vento soprava loucas idealizações ali criadas e também findadas.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Inquietude
Inquietude deve ser aquilo que eu sinto durante à madrugada de domingo
esperando a segunda-feira chegar.
Ou então, às vezes em que verifico o celular na esperança de você me ligar.
Talvez seja a sensação estranha de estar em um carro parado no trânsito,
imaginando que seria mais rápido andar.
Inquietude deve ser ver você caminhar em outra direção
sem que eu possa desviar os teus trilhos.
Ou então, quem sabe seja, a fração de segundos em que eu perco
a oportunidade de dizer algo que possa te fazer ficar.
Talvez inquietude seja apenas o reflexo das vezes
em que eu me levanto para buscar café.
Inquietude pode ser a dor nos músculos do meu braço enquanto escrevo,
sem a menor chance de parar.
Ou então, pode ser os minutos que antecedem e me separam
do início de alguma atividade que gosto.
Talvez seja a força usada para quebrar algemas que prendem as asas,
que prendem a alma.
Inquietude deve ser a minha vontade de conquistar.
Ou então, os meses que já passaram e eu não consegui rimar.
Talvez a inquietude esteja mais para furor adolescente.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
O som da sua voz
Hoje eu não consigo dormir
e a culpa é sua.
É sua, por não me permitir vomitar estes versos,
por não ficar, nem me deixar partir.
A culpa é sua, não tente se abster dela.
Eu te escrevi os mais bonitos versos,
mas por algum motivo,
eles não encontram rima.
Por algum motivo, eles não têm cor.
A sua ida levou minha sanidade,
e boa parte da capacidade que eu costumava ter,
de transformar pessoas em canções,
para assim, dar por encerrada
histórias que não me levariam a nada.
Sabe, às vezes o silêncio ajuda,
mas quando coisas que você quer esquecer
não saem da sua cabeça,
ele te corrompe.
Corrói cada ligação de emoção, e fio de sentimento.
Engloba cada neurônio, e diminui sua pulsação.
Mas os meus ouvidos, eles ainda decifram
cada onda de som emitida pela tua voz.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Quando tudo não for o bastante
Quando nem o meu maior grito for capaz de ferir teus tímpanos
Quando nem o meu fantasma te assustar
Quando nem que eu dance Macarena e plante bananeira imitando um macaco, possa ser capaz de despertar o teu sorriso
Quando nem que eu escreva um poema mais suave do que de Mário Quintana, e mais sofrido do que o Caio Fernando, eu te comova
Quando nem o solo mais bonito do que os feitos pelo Jimi Hendrix, consiga te chamar a atenção
Quando os meus rabiscos virarem música pro Chico Buarque cantar, e nem mesmo assim, tu me notar.
...ainda assim, não terá sido em vão.
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