quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Por vezes...
Por vezes preferi não sentir,
Por vezes preferi não pensar,
Por vezes eu não quis tentar.
Por vezes o mundo foi tão pequeno que minha alma dentro dele já não cabia,
Por vezes a rua que me fazia abrigo também me deu castigo,
Por vezes preferi não acordar.
Por vezes ninguém compreendeu o que eu havia dito,
Por vezes ninguém pode enxergar o que eu vejo,
Por vezes preferi me calar.
Afinal, ninguém se deu ao trabalho de perguntar sobre nossa preferência.
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Permita-se ser
Se quis ser, então que seja por completo.
Se disse, então que seja a verdade.
Se sofreu, então que tenha certeza de que cada pedaço de você sentiu dor.
Se quis tentar, então vá até o final.
Se você se entregou, então que tenha sido de braços abertos e tapete vermelho estendido para ele passar na sua vida.
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Passei e percebi que já era passado
Passei pela tua casa e nem sei se você estava lá.
Passei pela tua casa e não tive vontade de entrar.
Passei pela tua casa e se quer quis saber se alguém estava ali com você.
Passei pela tua casa e senti que talvez já tenha te esquecido.
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Carta
Tô pensando em desistir,
desistir de você e apostar em mim, no meu potencial para te esquecer e me conformar, entender que te perdi e ainda assim conseguir viver.
Tô pensando em não tentar de novo.
Afinal, depois de todos esses 24 dias de aflições causadas pela sua espera, você me parece ter se ocupado apenas com a busca por outra pessoa.
Acabei de ver, você já se encantou por outro alguém e está tentando conquistá-la - eu acho tão linda a tua forma de fazer isso - aliás, também acho lindo o teu sorriso, lembrei dele durante todas essas 576 horas.
Tô pensando em apagar da memória, você, a nossa história e o plano que um dia eu iria pôr em prática pra tentar te reconquistar.
Tô pensando em fazer dessa a nossa última carta.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Nessas segundas chuvosas
São nessas segundas de chuva que a gente quase perde o controle.
Nesses dias que dá vontade de entrar em uma jangada e atravessar o nosso rio de indiferença.
Nesses dias que meu guarda-chuva te procura para que nada além de mim toque o teu corpo.
Nesses dias os trovões parecem Deus como um juiz me mandando dizer tudo, ou qualquer coisa, que esteja aqui dentro e possa te fazer voltar a remar ao meu lado.
São nesses dias que o meu cobertor quer bater a sua porta para te oferecer o meu calor e conforto, como se você fosse um desabrigado, como se você ainda fosse aceitar alguma coisa de mim.
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Outro alguém já ocupa o meu lugar?
Que pergunta atormentadora. Ela se infiltra na cabeça dos mais possessivos e covardes amantes. Ela é o teu inconsciente curioso, querendo saber se alguém teve a coragem e/ou capacidade de terminar o que você deixou por fazer, de ir em frente quando você desistiu, de gritar quando você calou e foi embora. E te consome querendo descobrir se o vencedor teve mais razão ou coração.
Boa parte dessa angústia também é medo, medo de ser alguém assim tão facilmente substituível. Medo de ver seu valor subtraído a quase nada ao se deparar com a nova atração daquele que pra você ainda vale muito.
inquietação/impotência/curiosidade/covardia/inocência/angústia/medo.
E mesmo assim, com outra pessoa você ainda vai tentar.
domingo, 6 de outubro de 2013
Autopreservação
Faz bem repensar sobre nossas atitudes,
não podemos voltar e mudá-las, mas podemos não repetí-las.
Não dá pra simplesmente fugir e esquecer,
mas dá pra aprender.
Entendo agora porque senti tanto frio naquele amanhecer ensolarado,
não há radiação capaz de derreter o gelo da alma.
É bobagem tentar tapar as brechas do coração fantasiando uma possível história com quem você tem de se esforçar para dizer "bom dia".
Mas pode ser um erro irremediável não tentar,
não arriscar, só por medo de chorar
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