domingo, 28 de dezembro de 2014
Eu e meus pensamentos...
A gente se perdia na miragem do espelho.
O forte de cada tom
tentava dispersar minha atenção,
Daquilo tudo o que sentia.
Tão amarelo que queimava.
A fumaça já abafava o som,
e nenhuma daquelas vozes me tinha.
Está na hora de fazer do mundo a sua mão.
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
É que esqueço de minha fragilidade
Existe uma espécie nessa vida que me faz duvidar, e pior, lamentar,
por ser assim, tão humana.
Não se iluda, a vida não é uma mentira,
mas é uma passagem.
Por mais que algumas pessoas tentem vendê-la,
você não precisa.
Por mais que essas pareçam em êxtase.
Por mais que elas pareçam estar muito a vontade no lugar onde você sempre quis estar,
esse pode não ser o lugar onde elas sempre sonharam estar.
Por mais que os tapas nas costas, beijos, abraços e olhares pareçam fraternais.
Não se iluda,
a vida não é uma mentira.
Pare e olhe para você, pare e ouça tudo o que está aí dentro pedindo para florescer, pare agora e seja a partir de já, apenas você.
domingo, 12 de outubro de 2014
Borboletas no estômago
As borboletas no estômago só estão ali porque a gente nunca sabe em que esquina está o destino do outro. Não dá pra saber se em mim está o seu "para todo o sempre", nem quantos tik tok do relógio ainda temos para ouvir juntos, antes de nunca mais nos beijarmos. É assim que toda a esperança parece ilusão até você chegar.
domingo, 5 de outubro de 2014
Ferida mal curada
Viver por vezes foi pesado,
mas com a ajuda de cada gotinha salgada,
o travesseiro molhado a abraçava,
sufocava, apertava, forte, afim de enganar a dor.
Dor por sentir os ritmos da vida
escondida embaixo de um manto de solidão.
Iniciando novena a cada toque do relógio.
Fazendo promessa pra que a sorte mude,
e como bônus, quem sabe também possa
mudar suas atitudes.
Como uma feriada mal curada,
por mais que cuide,
seu natural "destrambelhamento",
vez ou outra, a fez machucar,
assim, impedindo de sarar.
sábado, 20 de setembro de 2014
terça-feira, 12 de agosto de 2014
Voador
O tudo é tão vazio.
Têm noites em que o frio congela o meu aquecedor;
Só não congela o pensamento voador.
Voa-dor;
Que voa em direção a dor.
Dor, teu sobrenome, o qual a mim foi concedido.
Você voou, a dor ficou.
Voador;
Desbrava o meu vazio;
Faz ventar e traz o frio,
Ardente;
Já congelou o pensamento, voador.
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