quarta-feira, 22 de outubro de 2014
É que esqueço de minha fragilidade
Existe uma espécie nessa vida que me faz duvidar, e pior, lamentar,
por ser assim, tão humana.
Não se iluda, a vida não é uma mentira,
mas é uma passagem.
Por mais que algumas pessoas tentem vendê-la,
você não precisa.
Por mais que essas pareçam em êxtase.
Por mais que elas pareçam estar muito a vontade no lugar onde você sempre quis estar,
esse pode não ser o lugar onde elas sempre sonharam estar.
Por mais que os tapas nas costas, beijos, abraços e olhares pareçam fraternais.
Não se iluda,
a vida não é uma mentira.
Pare e olhe para você, pare e ouça tudo o que está aí dentro pedindo para florescer, pare agora e seja a partir de já, apenas você.
domingo, 12 de outubro de 2014
Borboletas no estômago
As borboletas no estômago só estão ali porque a gente nunca sabe em que esquina está o destino do outro. Não dá pra saber se em mim está o seu "para todo o sempre", nem quantos tik tok do relógio ainda temos para ouvir juntos, antes de nunca mais nos beijarmos. É assim que toda a esperança parece ilusão até você chegar.
domingo, 5 de outubro de 2014
Ferida mal curada
Viver por vezes foi pesado,
mas com a ajuda de cada gotinha salgada,
o travesseiro molhado a abraçava,
sufocava, apertava, forte, afim de enganar a dor.
Dor por sentir os ritmos da vida
escondida embaixo de um manto de solidão.
Iniciando novena a cada toque do relógio.
Fazendo promessa pra que a sorte mude,
e como bônus, quem sabe também possa
mudar suas atitudes.
Como uma feriada mal curada,
por mais que cuide,
seu natural "destrambelhamento",
vez ou outra, a fez machucar,
assim, impedindo de sarar.
sábado, 20 de setembro de 2014
terça-feira, 12 de agosto de 2014
Voador
O tudo é tão vazio.
Têm noites em que o frio congela o meu aquecedor;
Só não congela o pensamento voador.
Voa-dor;
Que voa em direção a dor.
Dor, teu sobrenome, o qual a mim foi concedido.
Você voou, a dor ficou.
Voador;
Desbrava o meu vazio;
Faz ventar e traz o frio,
Ardente;
Já congelou o pensamento, voador.
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Essa calma é dor
Você está sentindo, não está?
está sentindo a frieza no meu olhar,
está sentindo meus passos lentos,
o gelo das minhas mãos é tão grande que mesmo distante você pode sentir, eu sei que pode.
A firmeza da minha voz branda como a de quem já não se importa em perder esse trem. Você sabe, é apenas o reflexo da premonição que tive, sobre um trilho partido, deixando um trem descarrilhado logo a frente, nessa estrada.
E aquele beijo de despedida?
morremos por algum instante, foi isso?
Foi esse o nosso adeus?
A dor de ver tudo o que eu sempre quis, na minha frente,
mas inatingível para mim.
Essa mesma dor construiu nosso muro, de cristal,
impenetrável.
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