sexta-feira, 18 de maio de 2012

Hoje eu sonhei com você


Involuntariamente sonhei que você tinha voltado arrependido, desejando nunca ter partido.
No sonho, como de costume, tua chegada enchia a casa de flores, aromas do campo, e sorrisos infantis.

Como de costume, tudo mudava com a sua chegada, que marcava a construção de um mundo mais bonito pra eu viver.

No sonho, eu nem fiz muitas perguntas sobre o motivo da tua partida, só pra não te cansar. Afinal, desde que você foi embora, tudo o que eu queria era te ver voltar. Trazendo flores, aromas e sorrisos outra vez.

Sonhar com você me fez sufocar na hora em que o relógio despertou, me fazendo ver que tudo não passará de um sonho.
Quase não consegui acordar.
Será que algum dia desses você volta e me surpreende?

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O mesmo caminho


Hoje enquanto fazia aquele mesmo longo caminho de todas às quintas, 19 horas, dessa vez bem acompanhada por On The Road. Lembrei do entusiasmo que já tive ao fazer esse mesmo trajeto, nesse mesmo horário.

A necessidade que tinha de observar tudo o que acontecia fora da minha janela. Observava tudo, mas na verdade sem muita atenção. Na verdade, mentalizava o futuro, observando o presente.

Hoje lembrei que havia feito pedidos e planos para este ano, e que eles ainda não se realizaram.

Será por isso que hoje já nem olho pela janela?
Pra não correr o risco de sonhar, mentalizar e planejar mais coisas que não vou ser capaz de realizar?

(Uma semana depois me pergunto, por que escolhi esse caminho?).


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Aquilo que você não sabe responder




E se eu pudesse te fazer sentir a minha falta?
E se eu pudesse te fazer mais feliz?
E se dessa vez eu fizesse a coisa certa? 


Quanto há de mentira em tuas palavras?
O que você esconde atrás dessa linha de proteção? Aliás, qual o motivo de tanta proteção?
No que você está pensando quando fica parado me olhando? 


Por algum momento já parou pra pensar o quanto uma brincadeira pode machucar? 


Polícia ou ladrão?
Se importa ou finge se importar?
Mexe com fogo por não ter medo de se queimar, ou por que não pode evitar? 


Seria inconsequente assim mesmo que isso fosse ME machucar? 

sexta-feira, 6 de abril de 2012

É que estava engasgado


Eu só queria te dizer que já sabia que você iria embora.
Te lembrar de quando eu previ como tudo iria acabar,
de quando eu te contei como tudo sempre acaba pra mim.
E olhando em meus olhos quase me fez acreditar que dessa vez não seria assim. Tão doce.

Eu poderia ter escrito exatamente como tudo aconteceu, há dois meses atrás.


Ainda lembro da tua convicção ao me dizer que estava errada.
Que o Romeu era você, e tudo seria diferente.
Um belo clichê...

Que ainda tinha muita história pra gente,
Que todas as noites ia me ligar, em todos os dias iriamos nos falar.

Faria minhas manhãs felizes parecendo se importar.
E eu cantaria para te ver sorrir, e me dizer que a cada dia se surpreende.

No fundo eu tinha esperança de escrever algo feliz sobre a gente.
Eu esperava que durássemos pelo menos mais cinco meses.

domingo, 1 de abril de 2012

Sentimentos dispersos



Deixei o tempo passar sem escrever, e então tudo foi se misturando. 
Hoje eu queria escrever sobre a solidão de domingo. Ontem eu queria escrever sobre a hipocrisia  humana, semana passada sobre a minha dificuldade em dizer adeus, semana retrasada sobre como perder pode fazer parte de uma rotina natural..


Eram tantos os assuntos para desenvolver, que acabei silenciando.
Tentei algumas vezes começar, tudo bonitinho, até que desandou. Me perdi no caminho, e não consegui terminar. Eu não sei dizer tchau, eu não sei por ponto final.


É sempre confuso tentar entender se era aquilo que eu realmente queria. Porque hoje eu quero, amanhã não quero, depois de amanhã te quero. 
Como se vida fosse a margarida e as pétalas fossem os dias que alternam entre bem me quer, mal me quer, bem me quer, mal me quer, até chegar ao final.


Foi em meio a todos esses inícios interrompidos que pude ver, não aprendi a perder. Se eu te peço pra ir embora, passa um tempo e já procuro uma forma de te ver voltar. Com muito mais vontade do que se tivesse te deixado ficar.


É que por mais que os finais sejam todos iguais, há sempre um certo receio de mergulhar em águas desconhecidas.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O esconderijo que nunca tive quando criança


Que falta me faz aquele esconderijo que eu nunca tive quando criança.
Por que se um dia eu tivesse encontrado aquele cantinho entre as rochas na beira da praia, o escombro da casa abandonada no fim da rua, ou pelo menos tivesse construído uma casa na árvore.
Agora, eu correria pra lá!

Prepararia a minha mochila com bolachas, suco, chocolate e uma lanterna. Pegaria meu travesseiro e um cobertor. Uma maçã quem sabe.. E correria pra lá, e fugiria de tudo o que é humano. Não deixaria rastros, nem endereço.

Sei que por todo o tempo em que estivesse lá, me sentiria segura, pois não teria riscos, nem escolhas a fazer.

Humanos: tão feios, tão frios, tão falsos, tão perdidos, tantos jogos, tantas mentiras,tanta covardia, tanta insegurança, quanta vingança, quanta melancolia, transbordando vazio.

Em milhões, são tão poucas as pessoas interessantes. Confesso, eu preferia viver lá, no esconderijo que nunca encontrei. E quem pensa que não aguentaria a solidão. Esse, nunca deve ter se sentido sozinho em meio a multidão.

Ah se eu tivesse achado o meu esconderijo, agora eu correria pra lá, e iria esperar algum dia, alguem me encontrar.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Disco rígido


Faz algum tempo que não tolero ninguém ocupando espaço em vão nesse disco rígido dentro de mim. Por muitos denominado, coração.
O máximo concedido é um espaço na memória, se for boa lembrança.

Pode parecer frieza, mas não é, eu sinto, sinto muito, sinto forte.
Pode parecer proteção, mas na verdade é escancarado, é intenso, é destemido.

Só não é insistente, se entedia facilmente, e como bom marinheiro, levanta âncora em busca de outro cais.

Sem apego, Sem roteiro, Sem amor.